quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ósculo que reabilita...


Zack odiava beijos, ainda mais os em público... custava a crer, aquilo era algo que o deixava desorientado, profundamente perturbado, quase fora de si.

- Imorais! É isso que eles são, sem sombra de dúvida!


O mundo ainda tem esperanças, a moral vai se sobressair
- Dizia ele, vibrando de euforia, ao ler a nota no jornal onde falava sobre o jogador brasileiro de vôlei Leandro Vissotto, que após beijar sua mulher em público na China ( em comemoração a conquista do título), foi repreendido por um membro da Organização do Mundial de Vôlei.

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Uma breve interrupção no relato para uma curiosidade
: Na China, aliás, numa universidade do Leste chinês, foi criada a “patrulha do beijo”, com a finalidade de policiar casais que estejam se beijando nas dependências do Instituto. Patrulhas essas,formadas por alunos voluntários (desocupados), e supervisionados por professores (igualmente desocupados) . E como separar o casal que esteja se beijando, se abraçando ou sentados próximos demais? Simplesmente postando-se atrás deles e começando a tossir até os dois se separarem ¬¬
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No auge de sua juventude, beirando os 18 anos, e devido a seu porte atlético, Zack poderia arrumar a namorada que bem entendesse e beijá-la o quanto quisesse, mas não era esse o caso. Em sua cabeça, Zack era como um cavaleiro Templário, porém, defensor máximo de uma Cruzada contra a imoralidade pública – inclui-se ai, saias e vestidos curtos, piercings “estratégicos”, mas, principalmente beijos. Prometeu a si próprio que nenhum casal se beijaria próximo a ele. Jamais.

Mas como evitar isso ele pensava? Violência não seria o método. Teria de ser algo eficiente, mas sem ser agressivo. E num lampejo noturno lhe ocorreu: Tossir. Essa será sua arma!

Zack pensava consigo: - Todo mundo sabe que tossir é um meio hábil de advertir alguém inconveniente sobre algo que está lhe incomodando. Um meio prático de chamar a atenção.
Resolveu testar e assim que avistou um casal se beijando descontraidamente na plataforma do metrô, postou-se atrás deles e começou a tossir descontroladamente, até que o casal “se soltou”. O rapaz que beijava a moça, virou-se incomodado e seguiu para longe de Zack, mas a moça, que por coincidência, ele conhecia, parou por um instante e ficou-o encarando, e depois, seguiu atrás de seu par.

Quase 23:00hs, e Zack estava no seu quarto, a escrever sem parar sobre doenças infecto-contagiosas transmitidas através do beijo, um artigo que pretendia publicar no jornal da faculdade, quando de repente, alguém bate a porta de seu quarto, no alojamento da faculdade. Quando abriu, se deparou com a moça da estação de trem. Sorrindo, ela lhe estendeu um frasco de xarope contra tosse.
Num impulso, Zack puxa-a para si e da-lhe um beijo de cinema. Seu primeiro beijo por sinal... o mais apaixonado de sua vida.

Estão namorando. E beijando muito por sinal. O xarope, ele deu para um amigo necessitado da mesma cura e descobriu enfim, o que realmente é bom para tosse... ao menos a tosse que vem de uma neurose: é o beijo. Um remédio e tanto!
Guttwein, T.

sábado, 14 de novembro de 2009

Uni(Tale)ban

mulher utilizando uma burca- Imagem retirada do Google

Estudantes e suas mobilizações... Nos anos 60/70, o protesto era contra a Ditadura; nos anos 80/90, o foco foi contra o governo Collor de Melo e sua corrupção (congelamento das contas em poupança e inúmeras outras coisas); Agora, em pleno século XXI, os estudantes se prestam a protestar contra o comprimento da saia de uma colega de faculdade. Que tristeza! Isso é evolução ou emitente regressão no campo das idéias?


Após pressão de tudo quanto é órgão (Ministério Público, UNE, MEC, OAB, Secretaria das Mulheres, Congresso Nacional e etc) o reitor da moralista (?) faculdade resolveu voltar com sua decisão e permitir que a aluna, antes expulsa por sua “obscenidade”, continue a estudar no mesmo campus...terminar seu curso... rsrs ¬¬


Ela volta, porém, os aproximadamente 700 agressores continuam por lá, impunes, com sua coragem em grupo, seu moralismo rançoso e quem não nos garante, prontos para mais uma “reação coletiva em defesa da moral e do bom ambiente escolar”.


Internacionalmente, ficou pra lá de contraditório esse caso. Típico caso de chacota! Tanto para o Brasil, como para a tal “universidade”. Que país é esse dos cartões postais recheados de mulheres semi-nuas nas praias (idem nos comerciais televisivos), convidativas ao extremo, porém, que não admite um vestido um pouco mais curto em “x” ambiente? Essa eterna colônia de exploração que recebe o nome de Brasil é reeeeealmente surpreendente!


Certa feita, Nelson Rodrigues proclamou: -“Do pescoço para baixo, deveríamos andar nus. A parte mais obscena de nosso corpo é nosso rosto”(!!!)

Cada qual com suas capacidades de interpretação... mas deixo declarado que estou plenamente de acordo.


A obscenidade maior, está no rosto dos algozes da moça Geizy e não no naco de perna amostra da mesma. Está também na face, (e muito bem implícita), dos diretores da tal UNIBAN.

Tão imoral quanto a expulsão injustificada, é o “perdão” forçado, para manter as aparências e mais algumas matrículas!

Guttwein, T.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Como dizia minha avó...

Olha gente, esses dias, mais uma vez nas ruas de São Paulo dentro do carro, me lembrei de um velho ditado que minha querida avó (que descansa lá no céu, eu acho...) dizia: “a gente morre e não vê de tudo!”. E de fato, ela não viu!

Vejam como uma simples ida ao médico pode se transformar num verdadeiro “circo”!

Em uma daquelas tradicionais passadas no ginecologista, parei pra pensar: você está naquela cama, em uma posição super desconfortável, a médica te examinando comenta com a auxiliar: “nossa, mas está muito boa a recuperação não é? Veja como está rosado (se referindo ao meu útero), e como é estreito o canal dela...”. A médica se referia a minha recuperação depois de realizada uma cauterização. Virando-se pra mim ela continua: “Você tem os músculos fortes!”. Juro, me senti como uma coisa em teste, sabe? Um experimento, ou qualquer coisa do gênero! Você ali, louca pra que aquilo termine, e a médica comentando sobre o que vê com a auxiliar, seu canal, seu útero rosado... sem comentários!

Mas, passada a consulta, e voltando ao início do texto, pego meu carro no estacionamento e paro no farol. Aquela fila enorme! Meu vidro estava aberto pela metade. Vejo um rapaz se aproximar ao meu carro. Instantaneamente, penso em fechar logo meu vidro pra me livrar do “pedidor de esmola”. Mas, olho novamente o rapaz, e eis o que vejo: um homem, de mais ou menos 25 anos, usando uma calça jeans, camiseta colorida de todas as cores possíveis e uma cartola verde limão na cabeça. Minha curiosidade não permitiu fechar o vidro, e esperei pra ver. O homem pára no meu vidro e diz com o tom de voz “afeminado”, segurando uma carteirinha da faculdade Unip nas mãos: “Olá, boa tarde minha jovem. Estou aqui hoje pra agradecer pessoas lindas e inteligentes como você, que ao longo desses 2 anos me ajudam a concluir o meu cursinho de letras na faculdade. Peço novamente que me ajude, e pra agradecer, vou recitar um de meus poemas, A Conchinha Verde”. E lá se pôs o cara a recitar seu poema... com toda uma interpretação, gestos... um verdadeiro artista! Rsrs! Sem contar o poema, intitulado como “A Conchinha Verde”...

Fiquei tão impressionada, que me esqueci de dizer ao rapaz que não tinha um centavo na carteira. Havia dado tudo no estacionamento. E ele lá empolgado, recitando. Ao final, disse a ele que não tinha o trocado, ele agradeceu com um sorriso largo e foi para o próximo carro.

Essa situação me fez refletir e de pronto, me veio à cabeça o ditado de minha avó. Realmente, “a gente morre e não vê de tudo”. Até onde vai a criatividade do povo brasileiro pra arrecadar um trocado? Verdade ou não que o trocado ajudaria no “cursinho de letras” do indivíduo, achei o caso interessante e o homem criativo. Quando percebi, havia esquecido a chata consulta e os comentários da médica, e estava gargalhando, sozinha no carro, parada no farol.

E que coisa, às vezes ficamos tristes por coisas tão pequenas, desanimados por pouco, mal-humorados! E esse cara lá, feliz da vida, num sol de rachar, recitando o poema e encarando o NÃO com um sorriso, me fazendo rir...
É pra se pensar... e pra rir também! Essa é pra você, viu vó? Rsrs! Será que Dona Hermínia (minha avó) presenciou mais essa?
Ariane Aleixo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De encontro ao Valhalla...


Olá, meu nome é White. Quando eu nasci, há uns 7 ou 8 anos atrás (não me lembro muito bem), eu morava numa bela casa, e que casa! Minha mãe era muito zelosa e a princípio, não deixava que ninguém chegasse muito perto de mim ou de meus irmãos(as).

Não tinha muito do que reclamar, porque, na minha visão, da minha numerosa família eu era o preferido dos meus humanos. Nunca fui bom em decorar nomes, por isso, sempre chamei a esses, que nos fornecem comida, de humanos. É assim que eles se chamam não é? “Humanos”...

O tempo passou de pressa, e logo notei que aquele cachorrinho mirrado e bonitinho começou a se desenvolver, eu comecei a me desenvolver; Músculos, sim, sempre ouvi essa palavra – “Nossa, como o nosso Branco é musculoso! Que cachorro forte!”.

Um dia, lá pelos meus 8 anos, um filhote de humano estava me aporrinhando ( é esse o termo mesmo), enquanto eu tentava me alimentar... tentava... porque ela não me dava paz. Sempre aturei o mais pacientemente possível o que esses filhotes de humanos me submetiam, mas aquela manhã não era um dia como outro qualquer.
Naquela manhã, o dia estava nublado, e por conseqüência, não pratiquei meus exercícios como era de costume. Humanos parecem ser de barro, não gostam “disso” que eu bebo no meu pote quando cai lá de cima; é água! Qual o problema?

Por conseqüência, fiquei trancado... Enfim chegou a hora que eu tanto gosto. A hora da comida! Não bastando estar trancado, lá vinha o filhote de humano pra me atazanar enquanto eu tentava comer... mas dessa vez, eu daria um susto nela!
Enquanto eu comia, o filhote de humano ficava puxando meu rabo, minhas orelhas, puxa vida!! Como doía! Resolvi então dar um chega pra lá nela e “de leve”, assim como minha mãe sempre fez comigo, dei-lhe uma mordida! Mas não era pra machucar, era só pra afastar... Era...

Se eu pudesse voltar atrás, amigos, daria a vida por isso! Não como os felinos imbecis, que tem sabe-se lá quantas vidas, mas vocês me entendem não é mesmo?
O "humano chefe" chegou correndo, e já me chutou com força... mas o que foi que eu fiz? Só queria comer em paz!! Meus exercícios, cadê? Minha tranqüilidade!?!

Fiquei trancado no porão até a luz cair e reaparecer, muito tempo depois. Nem sei por quantos dias... Sem água e sem comida. Quando a porta se abriu, a luz me incomodou um bocado. Não houve carinho,nem exercícios, nem a palavra “musculoso”, tão habitual. O que houve foi uma corrente passando pelo meu pescoço violentamente, e na seqüência, já fui puxado pra parte de trás daquilo que os humanos usam para se locomover. Essa lata sobre rodas.

Passear, uma hora dessas? Estou fraco, faz tempo que não como, e que sede!!

Reparei pela janela que nunca tinha ido aquele lugar, só havia mato, e mais nada! A coisa de lata pára e meu humano desce, e vem ao meu encontro...

Ele me puxa pela corrente e anda na minha frente, ele nunca faz isso, sempre andou do meu lado, éramos parceiros! Mas os seus olhos não me enganam, nunca vi aquele olhar triste.
Ao chegar numa árvore, ele passa a corrente num galho, me prende, e senta-se ao meu lado e começa:

- “Como você pode White, sempre teve de tudo! TUDO!! Como pode fazer o que fez com minha filhota!? Todos me alertavam que era perigoso, que eu não deveria confiar tanto assim, que sua raça era instável, não era confiável” e por ai afora...

Como eu gostaria de saber falar, bom, falar esse linguajar estranho dos humanos, me defender! Na primeira pisada na bola já serei descartado assim? Que covardia!! E os anos de companhia, de dedicação e paciência? Como é que ficam?
Meus músculos já não são como outrora, tenho lá meu porte, meu garbo, mas não o suficiente para arrebentar esse galho e correr atrás dele, voltar para minha casa, meu mundo!

- “Não me deixe aqui humano, mordi seu filhote mas não foi por mal, só queria comer em paz! ”, gritava eu, bem alto, mas ele sequer olhou para trás... me deixou atrelado a árvore a partiu, com sua lata sobre rodas...

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Estou definhando, sequer consigo me manter em pé, mas nunca me esquecerei dos dias gloriosos que vivi com meus humanos... Nunca. Não sei o que significa ingratidão, ou rancor , essa que é a verdade. O "Valhalla canino" me aguarda...
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Guttwein, T.

domingo, 25 de outubro de 2009

A realidade e a cefaléia crônica...


Ao que parece, ao menos para o IBGE, a renda do brasileiro médio cresceu, o desemprego caiu e estaríamos voltando aos patamares da pré-crise. (E isso é bom?)


Mas a realidade, fora da estatística do IBGE prova-se inversa... Quer um exemplinho bem claro e objetivo?


No Rio de Janeiro, abriu-se vaga para concurso, vaga de gari. Ao que parece, eram 1.400 vagas disponíveis.

Benefícios: Vale-transporte, plano de saúde, tíquete-alimentação e claro, o “atrativo máximo”, o salário: R$ 486,10. O suficiente para atrair 109.193 inscritos até ontem (25/11/09, ultimo dia de inscrição), dos quais 45 doutores, 22 mestres, 1026 candidatos com nível superior completo e 3.180 com superior incompleto.


Diante de todos esses formados e estudiosos, seria absolutamente injusto para quem tem apenas a 4ª série do ensino fundamental concorrer a essa vaga. Porém, há o teste físico, e ai está a compensação... testes físicos provam-se muito mais úteis a essa profissão tão sofrida do que os títulos e canudos.


Sabe qual é o risco de tais pessoas prestarem essa prova? É o sujeito ou a fulana sair com a nítida impressão de que estudou tanto, mas nem para gari serve! ¬¬ rsrs...


Os formandos mal tiram a beca da tão sonhada formatura e o que acontece? O jornalista disputa qualquer vaguinha em qualquer repartição pública. A engenheira corre para um concurso de fiscal da Receita. Advogados caem Às pencas de toda a parte, desde taxistas até porteiros! E daí por diante...


Na terça-feira passada, nosso ilustre presidente nacional esteve todo orgulhosinho, ao afirmar que o ProUni colocou quase o mesmo número de estudantes que as universidades federais desde que elas existem... Mas eu pergunto... PARA QUE ?!


Encher indiscriminadamente entidades privadas com alunos, só tende a frustrá-los num futuro próximo. Profissionais com um diploma, mas, que provam-se inúteis, mero enfeite de sala! Há muito investimento a fazer em educação, inclusive no ensino público superior e no profissionalizante!


Será que é assim que se melhora o tal I.D.H (Índice de Desenvolvimento Humano), a qualidade do emprego e a própria educação?


O jeito por enquanto, é continuar matando cachorro a grito, e se preparar um pouco mais, para os tais testes de aptidão física... ¬¬

Guttwein, T.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Prometa que vai tentar...


Sem moralismo. Nós costumamos lutar pelas conquistas sociais, pensamos no bem geral, na justiça entre os homens – mas sabe até que ponto? Até onde toda essa gama de ideais não interfiram nos nossos interesses pessoais...essa que é a verdade!


Eu provo!


Qual o motivo de escolha do seu candidato? Talvez, por exemplo, ele tenha prometido lutar para que você, mulher, tivesse o direito de ficar 4 meses em casa depois do parto.


Tenho uma conhecida que tem empregada em casa... ela adora a mulher, até porque trata os filhos da patroa como se fossem seus. Os serviços de casa nunca foram objeção ou motivo de discussão entre elas. Mas pergunto: Será que ela (patroa) ficou realmente feliz quando soube “de surpresa” que a empregada estava grávida? Ou lá no fundo, ela pensou que a empregada não precisava inventar esse filho logo agora? (O bebê esta previsto para começo de Dezembro, e portanto, a empregada vai deixá-la sozinha no Natal, no Ano Novo e no Carnaval, e ainda por cima nas férias).


Não está satisfeito(a)? Ficou meio vago? Vamos lá...


E quando você vai a uma festa daquelas, no sábado, e domingo, em pleno horário de verão, as 9 da matina, bem na porta da sua casa, estaciona um caminhão de som convidando a todos os moradores da região para uma festa na paróquia mais próxima... com direito a muito discurso em prol da região e música popular (lê-se samba)... pergunto: Dá pra ir lá fora e dizer o que você realmente pensa a cerca do convite, dizer “na lata” o que passa pela sua cabeça? Ou é melhor ficar calado pra não ser tachado de nazista!?


Certo,certo...


Vivemos num país desigual...fato. E você que pode ir a shows dos seus artistas prediletos, naquelas casas de shows bacanas, deveria se sentir um privilegiado. O Estado de São Paulo, anda com os tais “projetos culturais”, em paralelo a essa situação, querendo integrar a população com manifestações artísticas a custo zero. Sábado, domingo, feriado... bravíssimo!

Pergunto: Um desses palcos é a 50 m da sua casa, e todo fim de semana, enquanto a galera vibra,canta e dança com o Zé Ramalho, ou o Mano Brown, você, que trabalha a semana inteira e tudo o que queria era silêncio para por a leitura em dia, opa, só lembrando que foi quem votou no tal candidato que promoveu e agora integra a população dessa forma, levando alegria a massa... enfim, você; amaldiçoa o evento e torce para cair um raio bem no meio da aglomeração ou fica feliz, vendo o povo contente nas ruas?


Difícil ter coerência diante de todas essas situações não é mesmo? Ainda mais quando nosso sono, nossa casa, nossos filhos ou nossa vida é que está na reta... Mas se você não tentar... Eu não sou nenhum Dalai Lama, aliás, muitissimo pelo contrário... mas eu tento diariamente exercitar minha paciência diante dos infortúnios do dia a dia... nem sempre funciona, mas isso não vem muito ao caso! Só a reflexão já vale...rs

Guttwein,T.

domingo, 27 de setembro de 2009

Meu relógio precisa de mais areia... e o seu?


Já estava com saudades de deixar meus registros por aqui! A vida anda corrida e não sobra nada de tempo. E é sobre isso que quero falar, a doença que consome a maioria das pessoas: o “stress”. Estamos todos doentes!


Vejo por mim. Há um semestre estava somente trabalhando, me dei de presente um semestre inteiro sem estudar, depois de longos 5 anos de faculdade. E mesmo assim, metade do meu dia era consumido pelo trabalho. Mas, claro, não dá pra viver assim pra todo o sempre... voltei a estudar e pronto! Todo o tempo de lazer se foi... incluindo o tempo que eu dedicava ao meu blog. E isso tem me deixado extremamente “estressada”.


Pensem só: hoje, a nossa vida é só acordar muito cedo, pegar um trânsito infernal para chegar onde precisamos, ficar o dia inteiro na rua, voltar para casa muito tarde e cairmos na cama de cansaço. Isso quando não passamos parte da madrugada estudando ou trabalhando. Dorme-se pouco, corre-se muito! E deixamos o divertimento por último!


Temos que dar tudo de nós para conseguirmos conquistar o mínimo de conforto. E olha que no fim do mês, quando fazemos um balanço financeiro, acaba faltando dinheiro. É de chorar...


Amigos e amigas, vale a pena? Vale a pena todo esse desgaste diário, essa vida corrida que ocupa nosso tempo inteiro sem espaço para a felicidade? Até quando teremos que consumir nossas horas com estudo e trabalho somente?


Hoje, eu me preocupo em usar meus poucos minutinhos de tranqüilidade com o que realmente importa na vida: o amor. Ocupar meu sossego com minha família, meu marido, meus amigos. Desfrutar ao máximo deles, o máximo do mínimo... pois é o que nos é permitido.


E pensar que, às vezes, desperdiçamos esse precioso tempinho reclamando da falta de tempo!!! Não dá pra permitir que isso aconteça!


Então meus companheiros blogueiros, hoje estou trabalhando, mas me permiti utilizar meia hora para escrever minhas indignações! E dividir com vocês minha falta de tempo... e quem sabe me sentir mais tranquila por saber que outras pessoas estão na mesma situação...

Ariane Aleixo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Degavar se vai ao longe (?)


Sim, ainda há gente que duvida que o homem pisou na lua. Não obstante, há também os defensores dos irmãos Wright, como inventores da aviação, e não o brazuca Santos Dumont. Fazer o que...

Controvérsias à parte, e mesmo entre os que têm prazer efêmero pelo bate-boca, acredito ser unânime que o princípio que rege a natural evolução de tudo costuma modificar ou extinguir hábitos antigos, inclua-se aí aqueles que estão absolutamente marcados em nosso cotidiano. Exemplos? Jornais impressos, locadoras de vídeo, cartas escritas a mão e enviadas pelo correio, dinheiro (em notas), documentos para identificação, combustíveis fósseis e aulas/cursos presenciais são apenas alguns que posso citar, do que, cedo ou tarde, deixarão de existir.


Mas e quanto às filas? Eu sei, ainda seria precipitado comemorar, mas reparem como pouco a pouco elas tendem a desaparecer. No setor bancário, por exemplo, é vasta a oferta de serviços e operações que reduzem ao mínimo a necessidade de se ir a uma agência, nos aeroportos, os passageiros já fazem o próprio check-in através de terminais de auto-atendimento.


Nos cinemas, teatros e casas de show, o corriqueiro agora é obter ingressos antecipadamente, livrando-se assim da espera inútil e da disputa por melhores assentos. Até no serviço público (precário ainda é bem verdade), quem diria, a informatização do atendimento e a distribuição de senhas eletrônicas têm garantido maior conforto e agilidade aos usuários.


Mas não seria o fim das filas um começo (um pouco a pouco) da extinção de qualquer forma de contato entre as pessoas? Certo, certo, esperar de pé, não importa pelo que, é mesmo um porre sem fim, mas às vezes promove momentos estranhamente divertidos...


A fila é o lugar mais propício para observar os curiosos detalhes do comportamento alheio. Nessa situação de espera, surgem três personagens básicos e “marcantes”. O dos que puxam conversas sobre temas em voga para “ajudar” a passar o tempo. O dos que permanecem em silêncio, com a cara amarrada e desejando a morte de cada um que está em sua frente ou o dos que elegem parceiros para falar (lê-se amaldiçoar) a tudo e a todos (governo, demora, sogra, futebol, etc.).


Não tem jeito, sem isso a condição humana acaba por se reduzir... Durante a permanência na fila, estamos submetidos (querendo ou não) a tolerar o próximo. O cara que gosta de conversar pode estar atrás do que deseja a morte de todos, assim como o indivíduo que reclama pode não ter outro alternativa senão se interar sobre o capítulo da novela. Pô, às vezes é saudável lembrar que o mundo é cheio de gente que pensa e age diferente de nós.


Você já comprou bilhete antecipado para uma sessão de cinema? Se já, ao chegar lá e notar que não tinha fila, deve ter sentido aquela sensação “superior” de – “Sou mesmo moderno (a) e tempo eu não tenho a perder” não é? Pois é, mas achou que ia escapar? A bilheteria as moscas, mas há fila pra comprar pipoca e/ou aquela Coca Cola enorme e gelada! Eis a natureza dando um jeito de manter tudo como deveria ser...
Guttwein, T.