Agressão... silêncio... coação... ameaça... morte!A temática do texto são as mulheres, aliás, a violência sofrida por elas; e de princípio, lhes digo que a violência doméstica, ocasionada pelo parceiro, ou até mesmo um ex, seja ela, – física, psicológica, sexual e patrimonial – é mais comum do que se imagina. Pesquisas sugerem que cerca de 25% da população feminina mundial(!) foi, é ou será vítima ao menos uma vez na vida.
Infelizmente, a vida dos anônimos continuará sendo anônima... Os casos que chegam e ganham ênfase na mídia, são os ocorridos com "famosos" – Dado Dolabella agrediu a ex-namorada Luana Piovani; o rapper Chris Brown bateu na namorada, a cantora Rihanna; o jornalista Antônio Pimenta Neves matou a ex-namorada Sandra Gomide; Lindemberg Alves matou a namorada de 15 anos Eloá Pimentel... e por ai segue. Escândalos assim correm o mundo, mas a imensa maioria das ocorrências desse tipo permanece oculta. Estima-se que apenas 1/3 das vítimas procure ajuda. As razões são diversas: medo, vergonha, dependência financeira ou emocional, descrença na Justiça.
Valéria Pandjiarjian, do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher diz – "Admitir que o homem que você ama ou acredita amar é aquele que te faz mal é muito difícil. Dar um basta e assumir que você não vai conseguir transformar a relação em que apostou é uma grande derrota pessoal e emocional".
Notei lendo diversas matérias que, mesmo quando a mulher vai a delegacia, denunciar o "parceiro", por uma, duas, quatro vezes(!), demora-se, talvez por descaso ou despreparo, de enquadrar o agressor diretamente na Lei Maria da Penha, que dentre penas alternativas, ou cárcere, proíbe o denunciado de se aproximar da acusadora. Talvez, falte a polícia a capacidade de avaliar o real risco a que a mulher está exposta.
Vejam vocês, nos tempos de meus antepassados Portugueses, Brasil/Colônia, a lei Portuguesa vigente permitia que o homem matasse a mulher adúltera e o amante. Em 1890, o Código Penal não considerava crime o homicídio praticado sob um estado de "total perturbação dos sentidos e da inteligência"
Enquanto é na rua que a população masculina corre mais risco de agressão e assassinato, a feminina está mais vulnerável dentro de casa. As mulheres na faixa dos 15 aos 44 anos são as principais vítimas da violência doméstica. E quanto mais jovem, maior a dificuldade da mulher para lidar com esse problema, rincipalmente quando a diferença de idade entre o casal é grande.
Os chamados crimes passionais repercutem no Brasil (e no mundo) há séculos. Sob a alegação de legítima defesa da honra ou de amor excessivo e ciúmes incontrolável, os homens seguem matando.
Cabe a cada um fazer sua parte, as mulheres, conhecerem melhor as leis que as beneficiam, que foram criadas para sua defesa... e nesse caso, aliás, o único caso, é que sou a favor de meter a colher no meio! Diz o ditado que, "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" – Mas... mete-se a colher, ou leva-se um caixão? O que é preferível?










