Sim, ainda há gente que duvida que o homem pisou na lua. Não obstante, há também os defensores dos irmãos Wright, como inventores da aviação, e não o brazuca Santos Dumont. Fazer o que...
Controvérsias à parte, e mesmo entre os que têm prazer efêmero pelo bate-boca, acredito ser unânime que o princípio que rege a natural evolução de tudo costuma modificar ou extinguir hábitos antigos, inclua-se aí aqueles que estão absolutamente marcados em nosso cotidiano. Exemplos? Jornais impressos, locadoras de vídeo, cartas escritas a mão e enviadas pelo correio, dinheiro (em notas), documentos para identificação, combustíveis fósseis e aulas/cursos presenciais são apenas alguns que posso citar, do que, cedo ou tarde, deixarão de existir.
Mas e quanto às filas? Eu sei, ainda seria precipitado comemorar, mas reparem como pouco a pouco elas tendem a desaparecer. No setor bancário, por exemplo, é vasta a oferta de serviços e operações que reduzem ao mínimo a necessidade de se ir a uma agência, nos aeroportos, os passageiros já fazem o próprio check-in através de terminais de auto-atendimento.
Nos cinemas, teatros e casas de show, o corriqueiro agora é obter ingressos antecipadamente, livrando-se assim da espera inútil e da disputa por melhores assentos. Até no serviço público (precário ainda é bem verdade), quem diria, a informatização do atendimento e a distribuição de senhas eletrônicas têm garantido maior conforto e agilidade aos usuários.
Mas não seria o fim das filas um começo (um pouco a pouco) da extinção de qualquer forma de contato entre as pessoas? Certo, certo, esperar de pé, não importa pelo que, é mesmo um porre sem fim, mas às vezes promove momentos estranhamente divertidos...
A fila é o lugar mais propício para observar os curiosos detalhes do comportamento alheio. Nessa situação de espera, surgem três personagens básicos e “marcantes”. O dos que puxam conversas sobre temas em voga para “ajudar” a passar o tempo. O dos que permanecem em silêncio, com a cara amarrada e desejando a morte de cada um que está em sua frente ou o dos que elegem parceiros para falar (lê-se amaldiçoar) a tudo e a todos (governo, demora, sogra, futebol, etc.).
Não tem jeito, sem isso a condição humana acaba por se reduzir... Durante a permanência na fila, estamos submetidos (querendo ou não) a tolerar o próximo. O cara que gosta de conversar pode estar atrás do que deseja a morte de todos, assim como o indivíduo que reclama pode não ter outro alternativa senão se interar sobre o capítulo da novela. Pô, às vezes é saudável lembrar que o mundo é cheio de gente que pensa e age diferente de nós.
Você já comprou bilhete antecipado para uma sessão de cinema? Se já, ao chegar lá e notar que não tinha fila, deve ter sentido aquela sensação “superior” de – “Sou mesmo moderno (a) e tempo eu não tenho a perder” não é? Pois é, mas achou que ia escapar? A bilheteria as moscas, mas há fila pra comprar pipoca e/ou aquela Coca Cola enorme e gelada! Eis a natureza dando um jeito de manter tudo como deveria ser...
Controvérsias à parte, e mesmo entre os que têm prazer efêmero pelo bate-boca, acredito ser unânime que o princípio que rege a natural evolução de tudo costuma modificar ou extinguir hábitos antigos, inclua-se aí aqueles que estão absolutamente marcados em nosso cotidiano. Exemplos? Jornais impressos, locadoras de vídeo, cartas escritas a mão e enviadas pelo correio, dinheiro (em notas), documentos para identificação, combustíveis fósseis e aulas/cursos presenciais são apenas alguns que posso citar, do que, cedo ou tarde, deixarão de existir.
Mas e quanto às filas? Eu sei, ainda seria precipitado comemorar, mas reparem como pouco a pouco elas tendem a desaparecer. No setor bancário, por exemplo, é vasta a oferta de serviços e operações que reduzem ao mínimo a necessidade de se ir a uma agência, nos aeroportos, os passageiros já fazem o próprio check-in através de terminais de auto-atendimento.
Nos cinemas, teatros e casas de show, o corriqueiro agora é obter ingressos antecipadamente, livrando-se assim da espera inútil e da disputa por melhores assentos. Até no serviço público (precário ainda é bem verdade), quem diria, a informatização do atendimento e a distribuição de senhas eletrônicas têm garantido maior conforto e agilidade aos usuários.
Mas não seria o fim das filas um começo (um pouco a pouco) da extinção de qualquer forma de contato entre as pessoas? Certo, certo, esperar de pé, não importa pelo que, é mesmo um porre sem fim, mas às vezes promove momentos estranhamente divertidos...
A fila é o lugar mais propício para observar os curiosos detalhes do comportamento alheio. Nessa situação de espera, surgem três personagens básicos e “marcantes”. O dos que puxam conversas sobre temas em voga para “ajudar” a passar o tempo. O dos que permanecem em silêncio, com a cara amarrada e desejando a morte de cada um que está em sua frente ou o dos que elegem parceiros para falar (lê-se amaldiçoar) a tudo e a todos (governo, demora, sogra, futebol, etc.).
Não tem jeito, sem isso a condição humana acaba por se reduzir... Durante a permanência na fila, estamos submetidos (querendo ou não) a tolerar o próximo. O cara que gosta de conversar pode estar atrás do que deseja a morte de todos, assim como o indivíduo que reclama pode não ter outro alternativa senão se interar sobre o capítulo da novela. Pô, às vezes é saudável lembrar que o mundo é cheio de gente que pensa e age diferente de nós.
Você já comprou bilhete antecipado para uma sessão de cinema? Se já, ao chegar lá e notar que não tinha fila, deve ter sentido aquela sensação “superior” de – “Sou mesmo moderno (a) e tempo eu não tenho a perder” não é? Pois é, mas achou que ia escapar? A bilheteria as moscas, mas há fila pra comprar pipoca e/ou aquela Coca Cola enorme e gelada! Eis a natureza dando um jeito de manter tudo como deveria ser...
Guttwein, T.










