
Recentemente conheci um cara no trabalho. A primeira impressão é a que fica, e a que ele me passou foi muito boa. Não só a impressão, mas o caso é que ele tem umas “paradinhas” muito boas também...
Ando muito estressado com minha rotina, conciliar trabalho e faculdade não tem sido nada fácil... e por isso talvez, que essa nova amizade tenha vindo em momento mais oportuno. Quanto aos fins justificarem os meios, já é outra história...
Certa feita resolvemos dar uma escapada rápida do trabalho e andar por ai de carro. Ele dirigia muito bem, cortando os demais carros da via como um piloto profissional... me dizia que cinto de segurança era para os fracos e que sua tal “paradinha” acelerava seus reflexos. Parecia funcionar muito bem. Não sabia onde estávamos indo, mas íamos muito rápido.
Chegamos a uma bocada muito feia. Emaranhados de fios por toda parte; Gambiarras de canos desviando água da via pública e tudo mais. Uma favela. Ele desce do carro e caminha morro acima. Pediu-me para esperar no carro, que seria rápido. Passados 30 minutos, ele retorna com algo na mão. No carro mesmo, começa a enrolar uma espécie de cigarro, dois, aliás. Um para cada.
Começa aqui meu declínio...
Cerveja, bebidas no geral, nunca tive problema. Tudo na social é claro, esporadicamente. Mas isso era novidade. O cheiro era entorpecente... Experimentei para não fazer desfeita. Ele era legal, estava compartilhando seu “segredo” comigo, não havia como eu dizer não...
Quando tossi forte e esfreguei os olhos, pois a fumaça havia entrado em meus olhos, ele caiu no riso. Falou que era normal e que eu iria me acostumar... que a sensação mais tarde seria boníssima.
No primeiro dia, confesso que não gostei muito. Aquele cheiro não queria sair das minhas roupas de jeito algum. Sem contar a dor de cabeça que veio em seguida. Minha cabeça parecia um turbilhão. Mas os demais dias... Fluidez.
Anteriormente, a Lei era mais agressiva com os da “nossa turma”. Não existia essa história de “usuário”. Se você fosse pego, já era, cana! Agora hoje, é praticamente festa! Posso até ser fichado, mas serei enquadrado como mero “portador de” e não como um malvado traficante. Viva João Estrela, meu Ídolo Mor!
Acho que, independente da criação que a gente tenha recebido, dos exemplos que tivemos dentro de casa, sejam liberais ou autoritários, nosso caminho tem de ser trilhado de forma única. Sinuoso, reto, não sei... mas temos de escrever nossa história como bem entendemos. Hoje estou numa etapa nova da minha vida. Maléfico ou não, sendo um estágio, um trampolim, ou uma fuga para um mundo imaginário, tenho de ir para algum lugar... chegar sabe-se lá onde...“Fernando”, após se iniciar com a simplória maconha, foi rapidamente apresentado para a “rainha” cocaína, afinal, dinheiro nunca foi problema. Deu o “azar” de ser preso sem ter ainda concluído sua faculdade. Regalia alguma lhe foi concedida. Preferiu pegar um lençol e dar cabo de sua vida, no chuveiro da penitenciária, do que ser abusado sexualmente novamente por outro de seus companheiros de cela...
Ando muito estressado com minha rotina, conciliar trabalho e faculdade não tem sido nada fácil... e por isso talvez, que essa nova amizade tenha vindo em momento mais oportuno. Quanto aos fins justificarem os meios, já é outra história...
Certa feita resolvemos dar uma escapada rápida do trabalho e andar por ai de carro. Ele dirigia muito bem, cortando os demais carros da via como um piloto profissional... me dizia que cinto de segurança era para os fracos e que sua tal “paradinha” acelerava seus reflexos. Parecia funcionar muito bem. Não sabia onde estávamos indo, mas íamos muito rápido.
Chegamos a uma bocada muito feia. Emaranhados de fios por toda parte; Gambiarras de canos desviando água da via pública e tudo mais. Uma favela. Ele desce do carro e caminha morro acima. Pediu-me para esperar no carro, que seria rápido. Passados 30 minutos, ele retorna com algo na mão. No carro mesmo, começa a enrolar uma espécie de cigarro, dois, aliás. Um para cada.
Começa aqui meu declínio...
Cerveja, bebidas no geral, nunca tive problema. Tudo na social é claro, esporadicamente. Mas isso era novidade. O cheiro era entorpecente... Experimentei para não fazer desfeita. Ele era legal, estava compartilhando seu “segredo” comigo, não havia como eu dizer não...
Quando tossi forte e esfreguei os olhos, pois a fumaça havia entrado em meus olhos, ele caiu no riso. Falou que era normal e que eu iria me acostumar... que a sensação mais tarde seria boníssima.
No primeiro dia, confesso que não gostei muito. Aquele cheiro não queria sair das minhas roupas de jeito algum. Sem contar a dor de cabeça que veio em seguida. Minha cabeça parecia um turbilhão. Mas os demais dias... Fluidez.
Anteriormente, a Lei era mais agressiva com os da “nossa turma”. Não existia essa história de “usuário”. Se você fosse pego, já era, cana! Agora hoje, é praticamente festa! Posso até ser fichado, mas serei enquadrado como mero “portador de” e não como um malvado traficante. Viva João Estrela, meu Ídolo Mor!
Acho que, independente da criação que a gente tenha recebido, dos exemplos que tivemos dentro de casa, sejam liberais ou autoritários, nosso caminho tem de ser trilhado de forma única. Sinuoso, reto, não sei... mas temos de escrever nossa história como bem entendemos. Hoje estou numa etapa nova da minha vida. Maléfico ou não, sendo um estágio, um trampolim, ou uma fuga para um mundo imaginário, tenho de ir para algum lugar... chegar sabe-se lá onde...“Fernando”, após se iniciar com a simplória maconha, foi rapidamente apresentado para a “rainha” cocaína, afinal, dinheiro nunca foi problema. Deu o “azar” de ser preso sem ter ainda concluído sua faculdade. Regalia alguma lhe foi concedida. Preferiu pegar um lençol e dar cabo de sua vida, no chuveiro da penitenciária, do que ser abusado sexualmente novamente por outro de seus companheiros de cela...
Guttwein, T.







