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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Tapinha nas costas...

Imagem retirada do Google.com

Percepção às vezes não nos basta, quiçá vivência. Acredito que, assim como eu, todos vocês conhecem alguém simpático(a). Mas... Se tais pessoas forem prestativas demais, MUITO simpáticas, meu desconfiômetro se liga automaticamente. Com você deveria ser assim também.


Acho que é inerente ao ser humano. Todos (ou pelo menos a maioria) acabam se identificando mais com pessoas que concordam com nossos pontos de vista. Quem não gosta de ser bem tratado afinal?


Ai é que está! Saibam que esse comportamento “bonzinho” é praticamente uma profissão, e são exatamente essas pessoas as que nós devemos temer.


Tais pessoas chegam facilmente à nossa intimidade e conquistam a minha, a sua, a nossa confiança (!) Agradáveis quase sempre (um talento ao meu ver), estão sempre dispostos a fazerem favores, a apresentar-nos à alguém, porém, um dia vão nos pedir alguma coisa... e olhando o passado, ficaremos constrangidos em lhe dizer não.

Às vezes, um cheque em branco não tem tanto valor como uma pequena informação para esse tipo de pessoa...


Quem é correto – na vida e no trabalho – pode ser singelamente simpático. Afinal, não vive disso ou para isso. Já esses outros, baseiam suas vidas profissionais ou não, a um grande charme pessoal, uma total disponibilidade para estarem nos locais certos, nas horas certas. Incrível. Sabem perfeitamente que lugares são esses, e as pessoas que lhe interessam!


O tédio não existe para “essas pessoas”. Se você precisa de qualquer coisa, lá estão elas, a lhe atenderem. Seja um contato para fechar um negócio, seja um encontro com uma mulher. Caso soe mal, o riso é sua arma, afinal, estavam apenas brincando (será?). Seu maior capital, é fazer negócios. Ótimos negócios. Esse é seu objetivo mor!


Há ainda os semi- ingênuos, que entram nesse jogo, e meio que inocentemente, facilitam que esses negócios ocorram. Negócios (e que fique claro) que não são trabalho honesto. Um troca- troca sem fim. Eles são perigosos, e quanto mais simpáticos, mais perigosos se tornam.


Gente assim, consegue dormir tranquila. Nunca pensam no país aonde moram, nem de onde e a quem pertencia o dinheiro que ganharam numa “cacetada” só. São um câncer em meio a sociedade, e não porque são imorais. Tornam-se piores porque sua esperteza é visível. Nunca deixam rastro do que fazem e sempre tem um bando para lhe acobertar, devido as favores de outrora...


Se você acha que pessoas assim são monstros ou é tudo coisa da minha cabeça... saiba que pessoas assim costumam ir muito a Brasília...

Guttwein, T.