sábado, 30 de maio de 2009

"Sentar" nas regras do comodismo??? Opto pelo bom senso!!!


Esses dias, no meu local de trabalho, me peguei numa discussão sem fim com outra colega. Discutíamos sobre seguir fielmente as regras ou analisar individualmente cada situação.

Na verdade, como muitos já sabem, trabalho com vendas há 5 anos e adoro! E nesse longo tempo, nunca, mas nunca mesmo, discuti com nenhum companheiro de equipe por um cliente ou uma venda. Minha primeira líder, Verônica Ahrens, (a mais sábia e mais competente), me fez uma consultora de vendas batalhadora, ambiciosa e vencedora... mas, acima de tudo, ela me ensinou a ter bom senso. Ela me ensinou o valor do trabalho em equipe, bater metas com honestidade, ser sim racional, mas também, saber olhar com os olhos do coração e da alma dentro do “mundinho” dos negócios. Ela fez ainda mais: fez com que todos que trabalhavam comigo agissem da mesma forma, formando grandes profissionais, consultores reunidos numa equipe forte, unida e vencedora!

Isso tudo para explicar da discussão com minha colega. Disputávamos uma venda! Uma venda que realmente pensei muito antes de prosseguir com a discussão, já que aquilo para mim era totalmente baixo. Porém, eu não seria EU se simplesmente entregasse a venda para ela “de bandeja” sem expor meus argumentos, sem mostrar meu ponto de vista e brigar pelo que acredito e julgo certo.

Sem entrar nos pormenores, aconteceu que fui honesta demais... poderia ter enganado minha colega e ficado com a venda e ela nem perceberia. Mas não! Contei pra ela que havia ficado com um cliente dela por merecimento, já que ela não tinha se preocupado em tomar as providências para o fechamento da venda em questão. Mesmo o cliente sendo dela (dentro das regras), contei pra ela e esperava dela o tal bom senso de concordar com o fechamento em meu nome. Ela não só não concordou, como queria o cliente pra ela de volta... e fez um escândalo por isso! Envolveu a gerente na discussão, bradou aos quatro ventos sobre as malditas regras, usou-as vantajosamente a seu favor sem pensar em seu merecimento próprio, sem ser honesta consigo mesma.

E eu? Eu tentava mostrar a ela a análise da situação do ponto de vista ético e razoável. Sim, eu estava fora da regra. Mas a regra naquele momento, servia somente para que ela sentasse no comodismo e tirasse proveito. E assim ela o fez! Ela argumentava para a gerente: “eu estou dentro da regra!”. E eu dizia a ela que ela encarava as coisas como se estivesse com as mãos nas laterais dos olhos!

Enfim, eu poderia contar a vocês toda a discussão! Mas, isso não seria útil. Quero apenas questionar o profissional que se instala e se acomoda dentro de regras ultrapassadas impostas pela empresa. Quero expor toda a minha indignação diante da má fé das pessoas! Serei eu um ser anormal? Querendo que os outros reconheçam o seu não esforço honestamente? Quero expor meu sono mal dormido, meu inconformismo com o tal “jeitinho” e a cara-de-pau de se basear em REGRAS! Só se forem as REGRAS DO COMODISMO! E ainda assumir que ela se permite ter esse comodismo, pois assim foi estabelecido pela empresa. Não, não, não! Parem o mundo que eu quero descer! Quero ir para o mundo que meus pais me ensinaram a viver, onde minha primeira líder me ensinou a atuar e SER PROFISSIONAL. Um “mundo de negócios” digno e honesto, no qual o cérebro das pessoas deve ser como uma árvore (enraizado fortemente no chão, racional); porém, o coração deve ser como uma brisa suave.

Pra encerrar, um lema ensinado por amigos muito queridos: H.A.T. (Humildade Acima de Tudo). E eu acrescentaria: Honestidade Acima de Tudo!

“Até no mundo dos negócios, só com o coração se pode ver corretamente; o que é decisivo e aparentemente racional, muitas vezes é invisível aos olhos.” (Frase de Luis Paulo Luppa em “O profissional pit bull”).
Ariane Aleixo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cadê o Silêncio?


Quando resolvo andar um pouco por aí, naturalmente passo na frente de lojas, bares e casas e dá pra escutar pelo menos umas 20 músicas diferentes, sem brincadeira! Todas em um volume histérico. Às sextas-feiras, no fim de tarde... piora! Surgem “do nada”, carros equipados com aparelhagens de som no porta-malas (que valem mais que a droga do carro). Se não mais que a porcaria do pé-de-borracha, com certeza valem mais que a educação que o seu dono nem chegou a aproveitar. E claro que um sujeito que gasta um dinheirão com equipamento tem que mostrar a potência máxima da parafernália. Acaba sobrando para nós, os vizinhos, que precisam agüentar a barulheira infernal. O gosto musical de um anencéfalo desses, naturalmente, tende a ser medonho. Sempre tem que ser um funk, sertanejo ou pagode. Os finos da porcaria!

Obviamente, quem tem esse tipo de bugiganga no carro, carece de bom senso, e fica difícil explicar que não por meio da agressão, (a princípio verbal) que o som alto na rua incomoda muita gente. Principalmente a mim!

O pior, é que esse tormento de música inconveniente não se restringe aos de educação limitada. Alguns amigos mais ou menos educados, também contraíram o vírus da chatice musical e insistem em carregar para todo lugar esses aparelhinhos que conseguem armazenar bilhões de músicas. Levam para cachoeiras, praias, sítios. Sequer dão “uma foda” sem uma maldita trilha musical!!

Foi o iPod que matou o silêncio.


O engraçado é que, pode reparar, quanto menos uma pessoa tem a dizer, mais músicas ela coloca na porcaria do celular ou equivalente. Colecionar músicas descartáveis de download deve ser um jeito de as pessoas disfarçarem suas limitações!! Nas festas, para as quais tenho sido convidado, reparei em algo: gente que não tem o que dizer, mas quer promover festa, coloca música “no talo”! É preciso gritar pra trocar um verbal... seja lá com quem for. Parece que não “se tocaram” que música alta tem a ver com dançar e não com conversar.

Som alto, também serve pro dono da festa disfarçar que só tem amigos chatos e que é melhor ficar fingindo que todos estão se divertindo com a algazarra.

Finalmente, algumas pessoas, descobriram que não é “bacana” ligar a televisão durante uma festa. Falta agora, descobrirem também, que só gente que não tem nada a dizer coloca a música no volume máximo durante toda a festa.

Maaaaaaas, nem adianta ficar reclamando aqui... quem coloca a porra do som no máximo não gosta muito de ler... O jeito é gritar!

Guttwein, T.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Essa ansiedade ainda me mata!!!

Um pezinho se põe a balançar, a respiração fica rápida, o coração dispara. Tem gente que ataca a geladeira, outros ficam sem comer. Eu, por exemplo, deito na cama pra dormir e tenho a sensação de que meu cérebro gira sem parar, acabando com meu sono. Tem gente que anda de um lado para o outro, não consegue fazer mais nada no dia!

Sim, esses são alguns sintomas de quem sofre de ansiedade. Parece que o mundo vai acabar! Dá frio, calor, tudo ao mesmo tempo.

Ultimamente, com essa vida louca que levamos, a ansiedade está presente sempre. A cada segundo que passa, lá estamos nós esperando impacientemente por alguma coisa. Às vezes esperamos por um emprego, uma nota de prova na faculdade, um encontro importante, o salário que vai cair na conta, um telefonema... enfim, estamos sempre ansiosos por algo!

Mas a maior ansiedade para mim, e acho que pra todos, é a impaciência de um futuro. Um bom futuro. Um tempo que chegue trazendo algo melhor, um dia que seja melhor que o hoje e o ontem.

Eu almejo estar realizada por inteira. Com um emprego que me permita fazer o que gosto e que me possibilite o mínimo de estabilidade para poder construir minha vida, minha família.

Vocês já olharam aquelas "famílias perfeitas"? O casal que se ama (mesmo depois de uns 40 anos de união), com seus filhos, netos, seu lar consolidado? E já pensaram: "será que vou viver tudo isso?". Às vezes você olha ao seu redor e parece que tudo que você almeja está tão longe de acontecer... dá aquela impressão de que nunca se pode ter tudo. Têm-se saúde e amor, mas falta dinheiro. Tem-se dinheiro, mas falta amor. Tem-se amor, mas falta saúde. Que mundo difícil!

Sei que pareço louca, ou são apenas devaneios de uma virginiana nata! Planejar cada acontecimento da vida, e se desesperar ao ter a impressão de que nada vai se concretizar.

Vejo essas mulheres que tem filhos com 30, 40, 50 anos. Optam por estruturar sua carreira profissional, escolher a dedo o marido ideal... não, não! Eu definitivamente não quero ser "avó dos meus filhos"! Meus pais me tiveram com 23 anos, e agradeço a eles por isso. Como é bom quando eles compartilham sua experiência comigo, não sendo "velhotes conservadores"!

E eu queria poder fazer o mesmo com meus filhos. Mas só de pensar que tenho que consolidar minha carreira, casar com meu namorado, lutarmos muito para termos no mínimo uma casa e pensar que tudo isso levará anos... já me tira o sono. É minha ansiedade gritando dentro de mim!

Tudo isso me faz refletir no quanto a vida é complicada hoje em dia. Como temos que trabalhar muito, para ter o mínimo. E pensar que tudo que citei aqui é "luxo", pois muitos brasileiros anseiam por um prato de comida, que a chuva não derrube seus barracos de madeira, que seus filhos possam estudar. E é aí que não me aquieto mesmo! A ansiedade me consome ainda mais, me fazendo esperar impacientemente por um mundo melhor, mais justo, mais seguro. Onde coisas boas, sejam conseqüência de nossos esforços, e a ansiedade passe de uma extrema preocupação para um delicioso friozinho na barriga...
Ariane Aleixo

domingo, 24 de maio de 2009

Doce Vingança!


Este ano, cumpri uma das resoluções que havia estipulado no ano passado: em estado etílico razoável, desci do carro quase em frente ao Canindé (exatamente, apesar de ser tricolor, acompanho quando possível a gloriosa Portuguesa de Desportos) e praticamente bati um recorde olímpico no lançamento do “bicho”. Ele voou como um pássaro ferido e desapareceu nas águas do rio... eternamente na Marginal agora!

Ele quem?? Oras, MEU CELULAR! Liguem-me amigos! À vontade! Quem sabe uma sereia não vos atenda! Se não sereia, o Lendário Monstro do Lago Ness.

Arrependido? NÃO. Aliviado. De oito meses pra cá, não fui importunado por chamadas impróprias em horas impróprias. Não li mensagens mal pensadas ou mal escritas.
Meus AMIGOS (os poucos que tenho), inicialmente críticos a essa minha atitude, passaram a aparecer (fisicamente) e a conversar (presencialmente).

E que maravilha! Não tive mais de responder à pergunta mais selvagem da civilização ocidental: “Querido, onde você está?”.

Infelizmente, os outros não seguiram esse meu exemplo e graças a isso, sou constantemente agredido por conversas alheias nos mais diversos lugares. Ônibus, saguões, avenidas... “Quem janta com quem; quem trepa com quem” e por aí vai...

Quando não são conversas, são os toques! Temas pop, temas eruditos, temas eruditos em versão pop, tiros, gritos, risadas...
Dizem que o toque de celular é expressão de personalidade, SERÁ? Então, bem vindos ao manicômio!

Moral dessa história : A vingança serve-se líquida!
Guttwein, T.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pensar...


Penso, logo não durmo!
E aqui estou eu, traduzindo pensamentos.

Pensando no ato de pensar.
O pensar é o fluir, é o rolar
É uma piscada de olhos

Demorada o bastante pra trazer lembranças

Boas, ruins, vividas, mal vividas.

Pensamento é algo solto no tempo

Quanto tempo dura um pensamento?

Difícil estabelecer, controlar.

É uma distração, um sorriso

Uma lágrima que desce sem querer

É o antes, o agora, é o depois

É (con)vivência, dia a dia

Um fazer, o simples viver, pensar...

Num pensamento é possível viajar

Se perder, se encontrar

É um girar de coisas

Se enlouquecer, se estruturar.

É palavra não escrita

Ou escrita no segundo seguinte

É algo dito. Repensado, e depois dito.

É um sorriso de canto

Demonstrando felicidade, saudade.

Pensamento é (i)racional?

Pode ser sonhar, "pesadelar"...

Fazer tudo isso em alta velocidade

Disparar batimentos do coração

Depois reduzir, acalmar a respiração.

Encucar num "Pra que?"

Pra traduzir em versos simples

"Ahh PENSAR, me deixa!

Quer saber, deixa pra lá!

E tenta enfim dormir..."
Um pouco de poesia... Ariane Aleixo