terça-feira, 14 de julho de 2009

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Denuncie, faça sua parte!

Agressão... silêncio... coação... ameaça... morte!

A temática do texto são as mulheres, aliás, a violência sofrida por elas; e de princípio, lhes digo que a violência doméstica, ocasionada pelo parceiro, ou até mesmo um ex, seja ela, – física, psicológica, sexual e patrimonial – é mais comum do que se imagina. Pesquisas sugerem que cerca de 25% da população feminina mundial(!) foi, é ou será vítima ao menos uma vez na vida.

Infelizmente, a vida dos anônimos continuará sendo anônima... Os casos que chegam e ganham ênfase na mídia, são os ocorridos com "famosos" – Dado Dolabella agrediu a ex-namorada Luana Piovani; o rapper Chris Brown bateu na namorada, a cantora Rihanna; o jornalista Antônio Pimenta Neves matou a ex-namorada Sandra Gomide; Lindemberg Alves matou a namorada de 15 anos Eloá Pimentel... e por ai segue. Escândalos assim correm o mundo, mas a imensa maioria das ocorrências desse tipo permanece oculta. Estima-se que apenas 1/3 das vítimas procure ajuda. As razões são diversas: medo, vergonha, dependência financeira ou emocional, descrença na Justiça.

Valéria Pandjiarjian, do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher diz – "Admitir que o homem que você ama ou acredita amar é aquele que te faz mal é muito difícil. Dar um basta e assumir que você não vai conseguir transformar a relação em que apostou é uma grande derrota pessoal e emocional".

Notei lendo diversas matérias que, mesmo quando a mulher vai a delegacia, denunciar o "parceiro", por uma, duas, quatro vezes(!), demora-se, talvez por descaso ou despreparo, de enquadrar o agressor diretamente na Lei Maria da Penha, que dentre penas alternativas, ou cárcere, proíbe o denunciado de se aproximar da acusadora. Talvez, falte a polícia a capacidade de avaliar o real risco a que a mulher está exposta.

Vejam vocês, nos tempos de meus antepassados Portugueses, Brasil/Colônia, a lei Portuguesa vigente permitia que o homem matasse a mulher adúltera e o amante. Em 1890, o Código Penal não considerava crime o homicídio praticado sob um estado de "total perturbação dos sentidos e da inteligência"

Enquanto é na rua que a população masculina corre mais risco de agressão e assassinato, a feminina está mais vulnerável dentro de casa. As mulheres na faixa dos 15 aos 44 anos são as principais vítimas da violência doméstica. E quanto mais jovem, maior a dificuldade da mulher para lidar com esse problema, rincipalmente quando a diferença de idade entre o casal é grande.

Os chamados crimes passionais repercutem no Brasil (e no mundo) há séculos. Sob a alegação de legítima defesa da honra ou de amor excessivo e ciúmes incontrolável, os homens seguem matando.

Cabe a cada um fazer sua parte, as mulheres, conhecerem melhor as leis que as beneficiam, que foram criadas para sua defesa... e nesse caso, aliás, o único caso, é que sou a favor de meter a colher no meio! Diz o ditado que, "em briga de marido e mulher, não se mete a colher" – Mas... mete-se a colher, ou leva-se um caixão? O que é preferível?

Guttwein, T.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Epistemólogo por excelência!


ATENÇÃO!

Se você é do tipo “leitor sagaz”, que devora a Revista Época ou a Veja e sai vociferando o que leu aos 4 ventos sem ao menos refletir sobre o que acabou de ler, esse texto é para você!

Quem não gosta de ser enganado, vai adotar para si a seguinte denominação: “Vigilante Epistêmico”. Sim, quem “é” o que esse termo significa, sabe que deve se preocupar (e muito!) com tudo que lê, ouve e aprende dos outros seres humanos. Significa, no fim das contas, não acreditar em tudo o que é dito ou escrito por aí. Principalmente nas salas de aulas (faculdades, colégios e blablabla).

Viver nessa utopia, ingenuamente, é viver acreditando que tudo o que ouvimos é uma “verdade suprema”, ou seja, que nunca há uma segunda intenção do interlocutor... ora, ora, ora...

Um dado interessante: sabem por que crianças de até 3 anos adoram mágica, ilusões de ótica, truques? Porque segundo estudos, até essa idade, elas realmente são ingênuas, acreditam em tudo o que vêem. Mas, a partir dos 4 anos elas já percebem que não devem crer, adquirem no fim das contas, o tal do “desconfiômetro”. Mas o incentivo com tais mágicas é extremamente válido, assim, elas aprenderão a serem vigilantes epistêmicos!

INFELIZMENTE, muitos quando crescem, acabam se esquecendo disso e vivem num marasmo mental inexplicável, confusos e enganados, porque não conseguem separar o que é verdade do que é mentira.

E o que falar da imprensa ou dos meios de comunicação vigentes nessa selva em trevas que recebe o nome de BRAZIL?! ¬¬, que lamentavelmente não sabem, ou fingem não saber separar o joio do trigo! O Google, por exemplo, indexa tudo o que encontra pela frente na internet, mesmo que se trate de uma mentira ou uma bobagem descomunal. Qualquer “opinião” é divulgada aos quatro cantos do mundo.

Por um acaso você já se deu conta, que a droga do Google não coloca nos primeiros lugares quando de uma busca, os sites da USP, ou da Universidade de Oxford, Harvard, Cambridge, supostamente, instituições preocupadas com a verdade. Não seria o lema de Harvard, In veritas ? Esse tal site de buscas sequer usa o critério de seleção quanto à “qualificação” de quem escreve o texto no seu algoritmo de classificação.

Ph.Ds., especialistas, o Prêmio Nobel que estudou a fundo o verbete pesquisado aparecem muitas vezes somente na oitava página classificada pelo Google. Avaliem o efeito disso sobre a nossa cultura e a nossa sociedade em longo prazo!!

Atualmente, mais do que nunca, precisamos redobrar a atenção sobre dois aspectos com relação a tudo que lemos e ouvimos:
1) O mais óbvio e talvez mais difícil de se constatar de primeira é se o autor do texto está deliberadamente mentindo.
2) Se quem nos escreve ou fala conhece a fundo o assunto, se é um especialista comprovado, se pesquisou ele próprio o tema, se sabe do que está falando ou se é no fundo um belo de um idiota que ouviu falar e simplesmente está repassando o que leu e ouviu, sem acrescentar absolutamente nada!

Aumentar nossa vigilância epistêmica é uma necessidade cada vez mais premente num tempo que os tais gurus chamam de “Era da Informação”.

E me poupem de asneiras os infelizes defensores do Neoliberalismo (os progressistas também), que afirmam que todos têm liberdade de expressar uma opinião! Como se opiniões não precisassem de rigor científico e epistemológico antes de serem emitidas!

Infelizmente, nossas universidades não ensinam epistemologia, aquela parte da filosofia que nos ensina, nos propõe indagar o que é real, o que dá para ser mensurado ou não, e assim por diante.

Aparentemente, embora o ser humano nunca tenha tido acesso a tanta informação/conhecimento como atualmente, estamos estagnados na “Era da Desinformação”, porque perdemos nosso senso de autocrítica, de questionamento. Ninguém realmente ensina a pensar, nem nos ajuda a separar o joio do trigo.

Acho que é isso, cabe a cada um de nós agora, refletir sobre o que foi dito e passar a por em prática o questionamento quanto às informações que nos chegam... quem sabe as coisas não melhoram.
Guttwein, T.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A humanidade é desumana... mas ainda temos chance!


Há algum tempo venho pensando em escrever sobre a questão de abandono de animais, mas reluto, devido à polêmica causada pelo tema.

Porém, nesse último mês, minha casa foi tomada por animais encontrados nas ruas de uma forma, que ficou difícil abrigar a todos. Só de filhotes foram 11 em menos de uma semana! Fora as castrações realizadas e cuidados veterinários com animais adultos também abandonados!

Olha, não estou aqui para entrar na discussão sobre o que é mais importante fazer: ajudar os pobres ou os animais de rua! Quero somente demonstrar a minha preocupação com a situação do abandono, que cresce a cada dia, sem controle e sem nenhuma preocupação dos governantes.

Acima da omissão do governo a respeito dessa situação, o que me revolta mais, é a insensibilidade, a indiferença do ser humano. Me revolta encontrar uma caixa com 7 filhotes de cachorros abandonados numa rua de grande movimentação de veículos, deixados ali à própria sorte, propositalmente para a morte. E este é apenas o caso mais recente. Há anos, minha mãe e eu tentamos fazer o que podemos para ajudar, mas está cada vez mais difícil.

Gostaria que todos repensassem sobre isso, pois se cada um fizesse sua parte, a situação evoluiria muito. Pense sobre a possibilidade de adotar um animal ao invés de comprar. Pense sobre a castração de machos e fêmeas de seus animais, hoje em dia a prefeitura realiza campanhas de castração mensalmente com preços bem acessíveis para quem não tem condições financeiras. Pense que um animal não é algo descartável, que se tem e depois abandona. São seres que sofrem, que sentem! E precisam de nós, humanos, para sobreviver.

O homem e suas atitudes me fazem pensar: quem realmente é o ser irracional da história? Ele ou o animal?

Isso sem falar na situação do Centro de Zoonoses de São Paulo... é vergonhosa! Se tiverem uma oportunidade, visitem um dia, e jamais serão as mesmas pessoas. É um lugar horrível!

Eu poderia dizer aqui muitas outras coisas, dar milhares de exemplos de maus-tratos, abandono... mas isso já é do conhecimento de todos. Minha intenção é abrir os olhos da população para o problema, despertar a solidariedade, indicar soluções, como por exemplo, o apadrinhamento de animais abandonados nas ONGs de proteção animal (quem se interessar, me escreva e dou mais detalhes).

Sejamos mais solidários, mais conscientes, mais HUMANOS! Não passe pelo problema e se mantenha indiferente a ele.

Acredito que há saída, há solução, há esperança! Mas para isso, é preciso UNIÃO, RESPEITO PELA VIDA, INTEGRIDADE, SOLIDARIEDADE... DE TODOS NÓS!
Ariane Aleixo

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pra que a pressa?

Comecemos de uma forma zen dessa vez... citarei Confuncio para ilustrar algo à que o texto se destina. Pois bem – "De que adianta ganhar um minuto correndo se podemos perder a vida no risco de ganhar este minuto?"

Oras, umas das MAIORES desgraças do atual mundo onde vivemos, ocidentalmente falando ao menos, é a velocidade desenfreada de tudo!

Já ouviram falar de "neurose lúcida coletiva"? Não?! Pois bem, trata-se da necessidade imbecil de declarar os aviões como meio de transporte absoluto só porque, por exemplo, levam pessoas do Rio à Paris em menos de 10 horas.

Mas relembrar é viver...

O charme de viajar num transatlântico, naipe Titanic, se extinguiu, uma vez que demoram muito. Então, chegou a vez do avião supersônico comercial, mas... como gastam muito combustível, provou-se inviável.

Mesmo assim, os atuais aviões de passageiros, que voam a 900km/h também consomem uma quantidade absurda de querosene.

E nós, antenados ao que tange bens de consumo, estamos cientes que o petróleo está com seus dias contados... não é mesmo?

Então, após prós e contras, atual e renegado... eis que surge a hipótese remota; e o ZEPPELIN?!

Em 1937, o Zepelim morreu, quando o mais famoso representante de classe, o Hindenburg se incendiou.

Maaaaas nós, que estudamos, sabemos que o que "incendiou" os planos de ascensão do zepelim aos céus, de uma vez por todas, foi a GUERRA(!) e não a sua suposta insegurança. Até porque, o Graf Zeppelin fez cerca de 600 vôos e cruzou o Atlântico 144 vezes entre 1931 e 1937. Levou aproximadamente 20.000 passageiros em 1.700 mil km voados.

A tecnologia atual evoluiu um "pouquinho" de 1930 para cá penso eu... acrescendo-se a utilização do gás hélio, poderia se fabricar zepelins seguros para voar a quem sabe a mais de 100 km/h!!, com espaço e muito conforto!

Uma viagem Rio-Paris duraria cerca de 3 dias. Três dias de pura tranqüilidade e conforto extremo; sem a demora dos navios, sem a pressa do avião a jato, sem utilização de querosene.

Fica ai a pergunta... porque não "reinventar" o zepelim? Trazê-lo de volta a tona!

Guttwein, T.